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Emagrecer sem passar fome: o que realmente funciona

Por que cortar tudo atrapalha a perda de gordura e como montar refeições que saciam, com orientações do nutricionista esportivo Hugo Adaid.

Por Hugo Adaid, nutricionista CRN-9 236596 min de leitura

Cortar quase tudo do prato parece o caminho mais rápido para emagrecer. Na prática, é o que mais faz gente desistir na segunda semana. A fome aumenta, a energia para treinar cai e a primeira refeição fora do plano vira um fim de semana inteiro sem controle. Depois vem a culpa, e o ciclo recomeça.

Emagrecer de verdade, e manter o resultado, tem muito menos a ver com força de vontade do que com estratégia. A boa notícia é que dá para perder gordura comendo bem e sem passar o dia pensando em comida.

Por que passar fome atrapalha

Quando a restrição é grande demais, o corpo reage. O apetite sobe, a disposição cai e fica mais difícil manter a massa muscular, justamente o tecido que ajuda a gastar energia ao longo do dia. Quem treina sente logo: o rendimento piora, a recuperação demora e a vontade de treinar some.

O resultado mais comum é o efeito sanfona. O peso cai rápido nas primeiras semanas, boa parte dele água e músculo, e volta ainda mais rápido quando a dieta fica impossível de sustentar.

O que funciona no lugar

Perder gordura depende de comer um pouco menos energia do que o corpo gasta, por um período longo o bastante. A palavra-chave é sustentável: um déficit moderado, que você consiga manter por meses, vence qualquer dieta radical que dura dez dias.

Para isso, o plano precisa caber na sua rotina, respeitar o que você gosta de comer e conversar com o seu treino. Três escolhas ajudam a comer menos sem sentir que está de dieta:

  • Proteína em todas as refeições. Ela é a que mais sacia entre os nutrientes e ajuda a preservar a massa muscular enquanto a gordura vai embora. Ovos, carnes, frango, peixe, iogurte, queijos e leguminosas entram aqui.
  • Fibras e volume no prato. Legumes, verduras e frutas ocupam espaço, trazem vitaminas e minerais e seguram a fome por mais tempo, com poucas calorias.
  • Horários que conversam com o treino. Comer bem antes e depois de treinar evita aquela fome descontrolada no fim do dia, que é quando a maioria dos planos desanda.

Um prato que sustenta

Uma referência simples para o almoço e o jantar: metade do prato com vegetais, um quarto com uma fonte de proteína e um quarto com carboidrato, como arroz, feijão, batata, mandioca ou macarrão. Um fio de azeite completa.

Não é regra fixa. É um ponto de partida que o plano ajusta para o seu objetivo, o seu tamanho e a intensidade do seu treino. Quem treina pesado, por exemplo, costuma precisar de mais carboidrato do que essa referência sugere.

Não precisa cortar o que você gosta

Pão, arroz, massa e até a sobremesa do fim de semana podem fazer parte do plano. O que muda é a quantidade, a frequência e o que vai junto. Proibir alimentos costuma aumentar a vontade de comê-los, e a primeira escorregada vira motivo para abandonar tudo.

Um bom plano prevê os momentos sociais: o churrasco, o aniversário, o jantar fora. Saber o que fazer nesses dias é parte da estratégia, não uma falha.

Sono e constância contam

Dormir pouco aumenta a fome e diminui a vontade de treinar. Se o seu sono anda ruim, ele também entra na conversa sobre emagrecimento.

E nenhum plano funciona se for abandonado. É melhor um cardápio bom que você segue de segunda a domingo do que um perfeito que dura três dias. Resultado vem de constância, e constância vem de um plano que faz sentido para a sua vida.

Peso não conta a história toda

A balança mistura gordura, músculo e água. Por isso, acompanhar a composição corporal, com bioimpedância e medidas, mostra se você está perdendo gordura de verdade ou só peso. Leia mais sobre isso no artigo Bioimpedância: o que o exame mostra e como se preparar.

Quando procurar acompanhamento

Se você já tentou várias dietas e sempre volta ao ponto de partida, o problema provavelmente não é falta de força de vontade. Um plano feito a partir da sua rotina, do seu treino e da sua composição corporal, com reavaliações para ajustar a rota, muda o jogo.

Na consulta no consultório da Orla da Lagoa, em Lagoa Santa, a avaliação física e a conversa sobre a sua rotina viram um plano entregue na hora, sem passar fome e sem dieta da moda.

Hugo Adaid, nutricionista esportivo

Hugo Adaid

Nutricionista (CRN-9 23659), especialista em Nutrição e Fisiologia Esportiva e faixa-preta 3º grau de jiu-jitsu. Atende no consultório da Orla da Lagoa, em Lagoa Santa.

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